Saúde mental na adolescência: pesquisa do Einstein vai investigar o impacto dos influenciadores digitais e das redes de apoio
24/07/2026
Ansiedade, depressão, comportamentos de risco, autoestima e o papel crescente das redes sociais na formação de valores e comportamentos. Esses são alguns dos desafios que vêm mobilizando pesquisadores e profissionais de saúde na busca por uma compreensão mais profunda da saúde mental dos adolescentes.
Com o objetivo de investigar como influenciadores digitais afetam a saúde mental e as redes de apoio de jovens, uma nova pesquisa está sendo conduzida para entender os impactos desse fenômeno em uma geração que cresceu conectada.
Nos últimos anos, especialistas têm observado um aumento consistente de sintomas ansiosos e depressivos entre crianças e adolescentes. Paralelamente, também cresceram as preocupações relacionadas à ideação suicida, aos comportamentos autolesivos e a diferentes formas de sofrimento psíquico nessa faixa etária.
Segundo o Dr. Luiz Zoldan, Psiquiatra e Gerente do Espaço Einstein de Bem-estar e Saúde Mental, diversos fatores podem estar associados a esse cenário.
“Vivemos em uma sociedade altamente conectada, na qual os adolescentes estão constantemente expostos a comparações, padrões de desempenho e expectativas de sucesso. Para muitos jovens, isso pode gerar insegurança, angústia e uma sobrecarga emocional significativa”, explica.
A adolescência é uma fase marcada pela construção da identidade, do senso de pertencimento e da autoestima. Nesse período, a opinião dos pares e das referências sociais exerce grande influência sobre comportamentos, crenças e decisões. Com a popularização das redes sociais, influenciadores digitais passaram a ocupar um espaço cada vez mais relevante nesse processo.
Ao mesmo tempo em que podem contribuir para disseminar informação, acolhimento e conscientização, esses influenciadores também podem influenciar comportamentos, padrões estéticos, hábitos de consumo e formas de enxergar o mundo.
“O influenciador digital muitas vezes se torna uma referência de comportamento e de valores para o adolescente. Precisamos compreender melhor quais impactos isso pode gerar, tanto do ponto de vista dos riscos quanto dos fatores de proteção”, destaca Zoldan.
Outro aspecto que desperta atenção dos pesquisadores é o aumento de comportamentos considerados de risco. Além das dependências tecnológicas, como o uso excessivo de jogos eletrônicos e plataformas digitais, especialistas observam preocupações relacionadas às apostas online e ao consumo de substâncias psicoativas entre jovens.
A pesquisa busca compreender como diferentes tipos de conteúdo e influência digital podem afetar o bem-estar emocional dos adolescentes, suas relações interpessoais e a forma como constroem suas redes de apoio.
Os resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de estratégias de prevenção, promoção da saúde mental e fortalecimento de ambientes digitais mais seguros para adolescentes e suas famílias.
Participe da pesquisa
Se você é adolescente ou responsável por um adolescente, sua participação pode ajudar a ampliar o conhecimento sobre os desafios e oportunidades que o ambiente digital apresenta para a saúde mental dos jovens.
Ao responder ao questionário, você contribui para a geração de evidências que poderão apoiar futuras iniciativas de cuidado, prevenção e promoção da saúde mental.
Acesse aqui: https://www.eretz.bio/mapfre
