Por que projetos de inovação em saúde ainda encontram barreiras para implementação?

29/05/2026 Por que projetos de inovação em saúde ainda encontram barreiras para implementação?

A agenda de inovação ganhou espaço relevante dentro de hospitais e operadoras de saúde nos últimos anos. Mas há uma diferença importante entre ter inovação na pauta e ter uma área de inovação que funciona de forma estruturada, contínua e conectada à estratégia da instituição. Entender essa diferença é o primeiro passo para construir algo sustentável.

A decisão de buscar uma assessoria em inovação raramente surge do zero. Ela costuma vir de um momento de inflexão: a instituição já tem iniciativas em andamento, já reconhece a inovação como agenda estratégica, mas percebe que falta um modelo que dê coerência, continuidade e escala a essas iniciativas.

Às vezes, o gatilho é a dificuldade de priorizar, já que existem muitas frentes abertas e pouca clareza sobre onde concentrar esforço e recursos. Em outros casos, é a percepção de que os projetos não evoluem além do piloto ou que a área de inovação ainda não conseguiu obter o apoio necessário junto à alta liderança para avançar com a velocidade que o tema exige.

Os desafios que aparecem no caminho

 

Quem está construindo uma área de inovação dentro de uma instituição de saúde encontra, com frequência, um conjunto de desafios que são comuns ao setor.

Os sistemas legados limitam a capacidade de testar e integrar novas soluções, a burocracia interna torna lentas decisões que a inovação precisa que sejam ágeis e a competição com as demandas operacionais do dia a dia impõe escolhas constantes – a equipe dedicada à inovação é, na maioria dos casos, pequena e frequentemente solicitada para além do seu escopo.

Há ainda um desafio que aparece de forma recorrente: a falta de um apoiador interno com clareza sobre o que significa apoiar a inovação. Sem esse entendimento, a área tende a operar de forma isolada, sem o respaldo institucional necessário para avançar em iniciativas mais complexas ou de maior impacto.

 

O papel da alta liderança e a visão de longo prazo

 

Um dos aprendizados mais consistentes de quem já estruturou inovação em saúde é que o envolvimento da alta liderança e do conselho não é opcional. É condição.

Não se trata apenas de aprovação formal de projetos e sim, de compreender que a inovação é uma estratégia que gera valor no longo prazo e que precisa de recursos humanos, financeiros e de infraestrutura compatíveis com essa ambição. Porém, ao mesmo tempo, essa estratégia precisa entregar alguns resultados no curto prazo – não para justificar sua existência, mas para construir credibilidade interna e manter o engajamento das áreas ao longo do tempo.

Esse equilíbrio entre apoio de curto prazo e visão de longo prazo é um dos pontos mais delicados de se construir, mas também um dos que mais define se uma área de inovação vai se consolidar ou permanecer em fase de construção indefinidamente.

 

O que precisa existir antes dos projetos

 

Antes de selecionar startups ou conduzir pilotos, uma área de inovação precisa ter clareza sobre algumas questões fundamentais: qual é a ambição da instituição em relação à inovação? Qual é a vocação dessa área (o que ela é e o que ela não é)? Como ela se posiciona no curto, médio e longo prazo?

A partir dessas respostas, é possível definir o modelo de governança adequado, com clareza sobre quem decide, com quais critérios e em qual ritmo. E dimensionar a equipe necessária para operacionalizar essa ambição – porque o tamanho da equipe define diretamente quantos projetos a área consegue conduzir com qualidade simultaneamente.

Quando esses elementos estão presentes, a inovação deixa de depender de iniciativas isoladas e passa a seguir uma lógica mais definida: do diagnóstico do problema à validação de soluções, até a tomada de decisão baseada em resultados concretos.

Apoiando hospitais e secretarias de saúde na estruturação dessa jornada, a Eretz.bio, uma das frentes de inovação do Einstein Hospital Israelita, atua do diagnóstico à implementação, conectando o ecossistema e orientando a aplicação prática. Para entender como esse modelo pode se aplicar à realidade da sua instituição, vale conhecer as frentes de atuação e projetos desenvolvidos clicando aqui.

Eretz.bio
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